Sinto Algo, a Bater em Meu Peito. Não Sei o Que É!
Por muito tempo em minha vida eu sonhara com algo que ocorre na vida de todos nós. Sonhara encontrar alguém perfeito para mim, alguém que me completasse e que eu completasse igualmente. Imaginara diversas formas de encontrar o ser que me faria sentir a vida como ela realmente é, me faria flutuar em meio a nuvens de algodão. O tempo porém de minha alma retirou a inocência que outrora possuía. Não mais via o encontro em meio a um belo campo florido, ou sob a luz da lua cheia em uma praia deserta, vejo agora um encontro casual, talvez cotidiano, tomado de diversas formas mais impessoais ou muitas vezes mais frias.
Uma vez busquei algo que apenas imaginara sentir em uma preciosa pessoa, sentia-me feliz, sentia-me completo, não totalmente completo, mas completo. Com o passar dos dias, novamente o Tempo veio e interferiu em meu caminho e auxiliado pela Distância acabou por minar o terreno campestre que poderia ser o caminho de nossas almas.
Segui em frente, percorrendo meu caminho, novamente solitário e agora com marcas profundas em meu ser. Procurei conhecer a mim mesmo, procurei me entender, me desculpar, me perdoar e por fim acabei por me esquecer. Percorri muitos caminhos sem saber quem eu era, sem saber qual era meu objetivo ou mesmo meu destino. Errante andei e andei, novamente auxiliado pelo bom Tempo e pela generosa Distância. Conheci novas faces, revi faces do passado e memorizei faces do presente. Porém ainda não entendia o que eu sou, quem eu sou e o que serei. Passados alguns tempos reabri alguns arquivos em minha memória caótica e desordenada, devo agradecer a uma pessoa que me abriu os olhos, aqui apenas chamarei esta pessoa de Beija-flor. Agora relembrei o que sou e quem sou, decidido e munido de todas as armas que preciso, sigo em frente a viver a vida como eu realmente desejo.
Beija-flor, tu foste um grande alerta em minha vida, uma pessoa que sempre levarei dentro das minhas memórias, tu marcaste minha vida como poucos conseguiram, como poucos tentaram. A ti devo tudo o que sou agora, mesmo que não completo, nem tão feliz quanto desejo, mas feliz e completo.
Em tempos recentes encontrei um alguém, uma pessoa amável que chamou minha atenção. Jamais irei entender ou mesmo saber o que sinto por esta pessoa, que chamarei aqui de Quimera. Quimera é gentil, mutante, caótica, confiável, brincalhona, carinhosa, inquieta, meticulosa, manipuladora, curiosa, decidida, receosa e possui uma negra parte que não teme mostrar àqueles que a procuram ver. Quimera, sei que não nos conhecemos tão bem quanto ambos desejamos, mas devemos ao menos dar tempo ao Tempo para que este nos mostre o que poderemos ser e que meus sentimentos para contigo me sejam revelados. Não peças que te diga "Eu te amo!" pois não sei o que sinto por ti, se amor, atração, paixão, amizade ou simplesmente simpatia. Desculpe ser o covarde nessa história e não falar-lhe isto face a face, olho no olho, mas creio que isso possa ficar ainda mais complexo para mim do que já tem sido.
Em meu peito, tenho apenas algo indefinido, algo que tenta entrar, penetrar por densas barreiras que me protegem e isolam de tudo o que venha a me agredir ou ferir. Mesmo que eu pague um grande preço por essa proteção, ela me é necessária e muito querida. Não tenho todo o tempo do mundo, creio que somente uma vida me seja suficiente, ao menos nesta encarnação, para aprender o que vim aprender neste plano. Dentro de mim bate um coração inquieto, sempre a bater, mesmo nas horas que deseja parar e deixar ver o que ocorre, porém, insiste e resiste, continuando a bater.
Creio já ter magoado pessoas suficientes neste plano e nesta fase da minha vida, em especial com este comentário. Mas peço calma a todos, pois preciso me achar, preciso me encontrar, preciso me entender, me sentir, me ver... Meus olhos vagam como pequenas luzes por dentre a escuridão de meus pensamentos, por dentre as trevas de minhas ações e por cima das doces ondas que são minhas palavras. Eles me mostram algo errado, algo que não sou eu, algo simplesmente distorcido ou retorcido ou trocado.
Quimera, perdoe-me por isto, sei eu não irás me perdoar facilmente, porém preciso de tempo para me encontrar e entender, digo que nossas conversas foram e sempre serão verídicas e que por mais que tente, jamais serei capaz de forjar ou fingir ser ou sentir o que não sou. Perdoe-me cara pessoa, mas em breve iremos nos confrontar, olhos nos olhos e se tudo ocorrer de forma a ver que tudo o que falei aqui é meramente uma das minhas ilusões, lábios nos lábios e corpo no corpo. Beijos Quimera. Não me espere se assim desejar, não lutes em me fazer enxergar o que não estou pronto, e nem a sentir o que não despertou ainda.
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3 Comments:
É Guilherme, uma hora a gente acorda do mundo da fantasia e cai na cara nessa fria realidade, mas sabe, eu gostaria de viver na fantasia ainda, nela pelo menos eu era feliz, ou pelo menos achava ser, o que não acontece hoje em dia
O que mais me chamou a atenção no seu texto foi isso:
"Quimera é gentil, mutante, caótica, confiável, brincalhona, carinhosa, inquieta, meticulosa, manipuladora, curiosa, decidida, receosa e possui uma negra parte que não teme mostrar àqueles que a procuram ver."
Essa descrição me lembra muito da traira da Rafaela, principalmente a parte "manipuladora", mas não deve ser, seria bom demais pra ser verdade...
Eu acho legal as coisas que voce escreve Guilherme, de vez enquando eu venho aqui ler mas nunca comento porque nunca sei o que dizer...
Ass: Quem voce odeia :D
Gui, sou eu, Malkia. Não há pecado, nem erro, nem culpa em buscar a si mesmo. Após tantas histórias vividas, tantos fatos decorridos em minha vida, aprendi a me buscar também. Não quero saber quem são essas pessoas. Quero que você saiba quem sou eu: uma amiga. Tenho certeza que já percebeu isso. Gui, não há mapas e nem guias para nos iluminar a trilha de nosso coração... temos que percorrê-la por nossa própria conta.
"Não conheço humanos fortes ou fracos, todos nós hesitamos quando temos que caminhar sobre nossas próprias chagas."(Elaine Nascimento)
Quimera
Sempre disse que eu fora feito de sonho e como tal, esta nomenclatura que me deste acho mais do que válida. E como tal responderei como sendo sonho, ilusão e, talvez, como perdição.
São muitos os nossos caminhos e muito mais ainda aquilo que traçamos. A recordação quando vêem molda os anseios do presente que formam o futuro. Não passamos totalmente impune de nossas experiências. Só que desconhecer, sim eu te desconhecia e por isso me fez errar.
Em momento algum temi e mergulhei nos sonhos do outro. Então errei, pois como uma volúpia terrível eu fiz o impensável, o mesmo erro que muitas vezes já cometera, o de me entregar, mas numa busca que a minha queda fosse ou suavizada ou fosse seguida de uma mão que seguise a mim na minha queda. O meu desejo ainda era que o desejo do outro fose o meu desejar e nesse jogo de espelhos e de desejos eu me perdi, pedindo mais do que então alguém oderia oferecer.
O que me surge aqui é a palavra medo. Eu fui tão forte e decisivo que machuquei e atropelei os seus limites, or isso o medo, a vontade de regredir e tentar entender o que você mesmo sente.
Sim, fui tolo, mais do que o necessário a um tolo como eu. Não, eu não estou magoado com você, compreendo-o e sei quão bem deves melhorar no seu isolamento, no entanto não posso dizer que senti-me feliz de ter lido isso e muito das minhas tristezas, Malkia fez o favor de guardá-las e secá-las. Então só posso dizer que melhore, só posso torcer que volte. Eu não vou procurar, nem ao menos te perturbar. Se um dia ainda se lembrar de mim, sabe qual é o caminho da montanha, sabe como, onde e quando me encontrar. Mas tenho uma frase a te dar meu amigo: "Dói me mais a dúvida de um talvez do que a certeza de um não". Então melhoras a ti
*Quimera sobe a montanha e senta em sua pedra fria, observando de cima, distante de tudo e de todos, os acontecimentos que o cercam*
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